Acredito que seja pela pobreza dos temas abordados, vejo um certo progresso, mas ainda falta destacar temas de importância cultural para a população algo que vá além de temas pobres que enfatizam a sensualidade, sacanagem etc.
Maira Penteado
03/03/2004 - Mudanças
Isso está mudando. O Cinema brasileiro está ocupando mais espaço nos cinemas, estamos fazendo mais filmes e melhores, então, o público também está mais interessado. As indicações para o Oscar também ajudam as pessoas a acreditarem que valha a pena ir ao cinema para ver um filme nosso. Normalmente, como não é um programa barato, as pessoas são influenciadas pela mídia e preferem "investir" o seu dinheiro em um filme que eles acreditem ser melhores. Nem sempre acertam.
André Silva
25/06/2002 - Problema crônico
O cinema brasileiro tem um problema crônico, cuja origem podemos resumir em
duas palavras: distribuição e preconceito. Não há como competir com a
avassaladora indústria norte-americana que disponibiliza centenas de cópias
de um filme a um custo muito mais baixo para o exibidor. Por trás de uma
produção norte-americana, há uma complexa rede de mídia que divulga os
filmes em diversos meios de comunicação. Por outro lado, existe um
preconceito, (ou seria má vontade?)do público em relação às produções
nacionais. Reflexos do estigma que o cinema brasileiro recebeu por causa das
produções "baratas" da década de 70 e pela linguagem diferenciada do padrão
norte-americano. O atual cinema brasileiro é de ótima qualidade, mas atinge
um público restrito, mais intelectualizado, semelhante ao que vai procurar
um filme europeu (também de pouca penetração no país). Esse público procura
produções nacionais porque quer ver coisas diferentes, que fujam à
tradicional receita do filme americano. Nesse ponto, entra a questão da
linguagem cinematográfica. O grande público está tão acostumado com o estilo
pirotécnico, com os pontos de virada previsíveis, com o happy end, que
qualquer coisa diferente, parece estranho e ruim. Quem sabe nossos
produtores e diretores consigam encontrar temas e maneiras de contar
histórias a 24 quadros por segundo que atraiam o público tupiniquim cativo por
Hollywood. Mas só isso não basta. O cinema brasileiro precisa de cópias,
cópias e mais cópias; mídia e boa vontade dos exibidores.